A deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) lamentou profundamente nessa quarta-feira (24) a derrubada do projeto de lei de sua autoria que previa cota de 5% de moradias em programas habitacionais financiados pelo Governo do Estado para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. “Foi derrubado aqui um grande projeto pelo simples fato de que os deputados não concordam que as mulheres vítimas de violência tenham acesso a direitos e dignidade”, enfatizou Alessandra, que revelou estar “triste” e “decepcionada” com o Parlamento que ela considera “machista”.

Se aprovado pela Casa, o PL seria uma política pública estadual de medida protetiva para as mulheres que já sofreram ou sofrem nas mãos dos companheiros e que não têm mais como voltar para casa. Alessandra acredita que muitas mortes seriam evitadas e os índices de violência contra as mulheres, que são alarmantes no Estado, poderiam ser diminuídos com a efetivação da lei.

“Esses deputados (referindo-se aos que votaram contra o PL) talvez desconheçam que o Brasil figure entre os países com maior número de homicídios de mulheres, a maioria deles praticados dentro de casa por seus companheiros. Esses deputados talvez não saibam que as cidades do Amazonas figuram entre as mais violentas do mundo em violência doméstica contra a mulher”, concluiu Alessandra, acrescentando que a derrubada do PL foi uma ação deliberada contra as mulheres.

 

Apenas cinco votos favoráveis

 

Na sessão de terça-feira, 23, além de Alessandra, votaram a favor do projeto apenas os deputados José Ricardo Wendling (PT), Luiz Castro (Rede), Sinésio Campos (PT) e Wanderley Dallas (PMDB). “Eu achei um absurdo os deputados governistas se reunirem para votar contra esse projeto”, afirmou o deputado José Ricardo, que reafirmou seu apoio ao projeto de Alessandra na sessão plenária desta quarta-feira.

 

Texto: Assessoria da Deputada

Emanuel Mendes Siqueira – (92) 99122-3785