O deputado estadual Sinésio Campos (PT) destacou como “mais uma página nebulosa” a vivenciada, ontem, na República com mais um caso vindo à tona, desta feita, através de delação premiada feita pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, levantando graves suspeitas sobre políticos do Senado e Câmara, além de um procurador da República. “Situação polêmica que nos preocupa muito”, disse Sinésio.

O deputado definiu a situação como “grave, para não dizer trágica”, pois afeta diretamente as estabilidades política e econômica. Para Sinésio, o governo está sem comando e sem credibilidade política para “tocar” o país, por isso deve procurar alternativas para mudar o cenário que a cada dia mostra ao povo as diversas modalidades de corrupção envolvendo políticos e empresários, de forma diferenciada.

Sinésio observou que se deve trabalhar dentro da Constituição a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou no Estado do Amazonas a realização de eleições diretas e imediatas, logo após a cassação do governador José Melo (PROS), acusado de compra de votos. “Acredito que o Congresso Nacional não pode ser o ator principal da escolha do novo presidente do país. Entendo que o caminho deve ser o de eleições diretas como foi proposto pelo TSE em relação ao comando do Estado do Amazonas”, argumentou. “Acho que o que vale para o Amazonas deve, também, valer para a República. Não acho certo que aqui no Amazonas”, completou.