Em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (14), o deputado estadual Luiz Castro (REDE) fez críticas ao sistema de terceirização de serviços no governo estadual, principalmente nos setores da Saúde e Educação e sugeriu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos com empresas terceirizadas nesses dois segmentos. “Essas empresas terceirizadas oferecem um péssimo serviço e atrasam os salários de seus funcionários em até três meses”, denunciou ele.

A terceirização no serviço público é uma prática comum usada pelas administrações para contratar empresas que prestem um serviço especializado à população, como no caso da Saúde, onde o Estado não pode oferecer cirurgias ou consultas, empresas médicas particulares fazem esse trabalho. Assim também em outros setores da administração como conservação, limpeza, segurança, etc.

Luiz Castro afirma que “as dificuldades por conta das terceirizações são muitas”, porque esse tipo de contrato tornou “o Estado refém das empresas privadas”.  O deputado citou algumas empresas terceirizadas na área de Saúde: o Instituto de Traumato-ortopedia do Amazonas, C. C. Batista Serviço de Enfermagem Especializada, CGAM, I.S de Souza, Mais Empresarial, e, na área de Educação, a Projebel, a C. S. Construção e outras.

O deputado lembrou que propôs a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos na área de Saúde, mas que não foi aceita e agora pede uma CPI específica para as terceirizações na Saúde e também na Educação, abrangendo o período de 2012 a 2017. Castro afirmou que já conta com a assinatura do deputado Augusto Ferraz (DEM).