O deputado Sinésio Campos (PT) solicitou à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que interfira junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), no sentido de fazer com que o órgão adote providências para embargar a construção de um aterro sanitário no Km 12 da BR-174, em Manaus, numa área de 133 hectares.

O parlamentar entende que a criação do aterro sanitário será o mesmo que decretar a pena de morte do Igarapé do Leão, que corta a rodovia federal. “Isto vai ser o fim do Igarapé do Leão”, enfatizou Sinésio Campos. Ele informou que há mais de dois anos vem atuando contra a edificação da obra pela Construtora Marquise, e que moradores do entorno do igarapé acionaram o Ministério Público Estadual (MPE) e órgãos ambientais, para impedir a concretização da obra.

Campos destacou que não é contra a criação de aterros sanitários, desde que estejam dentro dos padrões legais de preservação ambiental. “Eu sou favorável à criação de aterros sanitários, agora não da forma como está sendo colocado aí, sem diálogo e num local impróprio, que vai acabar um dos poucos igarapés que percorre comunidades da AM-010 e da BR-174”, afirmou o petista. Ele acrescentou que “não é dessa foram que vão criar aterros sanitários sem levar em consideração as nascentes e os igarapés”.

Sinésio questionou a relação da construtora com o governo. “Será que a empresa que está construindo o aterro é tão poderosa assim, que está mandando no governo e vai fazer de qualquer jeito. Isto é uma imoralidade”, disse Campos, durante discurso da tribuna da Casa.

O parlamentar lembrou que as Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento visitaram a obra e constataram aterramento de nascentes de igarapés. “Sabemos muito bem o que fizeram com a Ponte da Bolívia, o Banho da Conceição e a Cachoeira do Tarumã”, ressaltou o deputado, recordando os resultados da construção do atual aterro sanitário de Manaus. Segundo ele, as duas comissões serão novamente acionadas para trabalharem com o objetivo de obstar a construção do aterro.